Xuxa, um caminhoneiro Brasileiro na rota do Mercosul.

05/10/2022
André Knebel, mais conhecido como XUXA, é de Cascavel no Paraná, caminhoneiro desde 1995.

Em 2013 tive o primeiro contato com o transporte internacional, depois disso fiquei por um tempo no transporte do mercado interno no Brasil e nos últimos quatro anos estou novamente ao transporte internacional de cargas no Mercosul, comenta Xuxa.

Na opinião dele, o transporte internacional comparado ao interno é mais tranquilo, devido serem viagens mais longas, tipo Brasil – Chile, Brasil – Argentina.

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Segundo ele, uma coisa que incomoda na profissão, é a desvalorização e a falta de assistência ao caminhoneiro. Não existe a preocupação em oferecer algo para os caminhoneiros, desde banheiros ou estruturas para atender as necessidades básicas do dia a dia no trecho.

Na hora de funcionar o caminhão para sair de viagem, aquele aperto no coração bate e a saudade aumenta a cada dia, mas o amor pela profissão é grande e é a forma de ganhar o pão de cada dia, e quando retorna ao lar é sempre aquela festa.

O que motiva Xuxa a ser caminhoneiro e viajar para os países do Mercosul, principalmente na região das cordilheiras são as paisagens.

Lá você vê situações que no Brasil não é acostumado. O frio em determinadas épocas é barra pesada, mas ele leva de uma forma boa, pois as experiências que vai levar para a vida e as histórias que terá para contar, acaba por amenizar as situações difíceis.

Quando o assunto é comer, ele fala que as condições nem sempre favorecem, então o jeito é sempre estar com a “caixa de bóia” preparada e pronta para qualquer situação.

O dia no trecho não é fácil, mas quando se trabalha com amor tudo se torna mais fácil. É gratificante as amizades conquistadas, os lugares que visitamos, conhecemos coisas que muitas pessoas não terão a oportunidade, então isso complementa, completa ele.