Rudimar e seu FNM 1967

05/10/2022
"Difícil não ter amor por uma marca quando se é filho de caminhoneiro"

A história do Rudimar começa quando seu pai Sr. Américo Tondo, adquire o seu primeiro FNM, na época no puxa de areia e pedra na região oeste do Paraná.

“Teve um tempo que eu tinha medo do caminhão FNM”, mas isso foi mudando ao longo dos tempos, confessa Rudimar.

 

A medida que ele foi crescendo, no seu trabalho sempre esteve envolvido com caminhões de outras marcas, Mercedes, Dodge, mas o amor pelo FNM não saia da sua vida.

 

Certo dia, em 2007, em contato com um mecânico que prestava serviço para a empresa, ele comentou sobre a vontade de dirigir ou até mesmo comprar um caminhão FNM, e eis que a oportunidade bate a porta.

A proposta inicial foi feita e ele topou na hora! Tratava-se de um FNM 1967 que estava em Francisco Beltrão – PR. Mas nem tudo é fácil, para que a compra fosse efetivada e o negócio fechado, ele fez duas condições para o Rudimar...

“Eu preciso de 2 baterias e um balde de óleo!” (Risos) – As condições do caminhão, além do ano, era a forma como ele se encontrava, com alguns “detalhes” na pintura e interior.

Alguns dias depois, ele chega rodando com o FNM - “Estou chegando com o caminhão aí, me espera” – Foi Amor à primeira vista! Como ele mesmo diz, o caminhão é um “sucatão”, mas era o que eu queria, comenta Rudimar.

 

Segundo ele, a vontade era já sair cambiando, mas não foi bem assim, o antigo proprietário, falou: Senta aí no banco do carona que vou te mostrar como é que faz! (para quem conhece FNM, sabe que cambiar um deles não é para qualquer um). “FNM tem que tocar pianinho dizia ele.”

Após uma volta na pedreira, chegou a hora de cambiar, e a primeira vez foi difícil, mas filho de peixe, peixinho é, e logo já pegou o jeito.

Além da alegria de ter um caminhão igual o pai tinha, teve um período que o caminhão FNM auxiliou nos trabalhos da empresa, pois ele veio com carroceria, mas logo foi trocado por um tanque com a função de puxar a água.

CARRETA ON LINE

Não é um caminhão 100% original, mas o FNM D11000 ano 1967 teve seus dias de guerra, e até hoje ele funciona normalmente e as vezes Rudimar dá umas volta com ele na empresa para tirar o “ferrugem dos pistão”.

 

A intenção quando comprou era a restauração, mas os dias foram passando e a ideia acabou ficando de deixá-lo com está, em sua forma “original”, finaliza Rudimar Tondo.

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